O ridículo de defender Trump e a tragédia bolsonarista para o Brasil

Defender Donald Trump no Brasil é um ato de servilismo grotesco, uma postura risível, ridícula e completamente vira-lata. Não há nada mais antipatriota e repugnante do que bajular um político estrangeiro que jamais demonstrou qualquer apreço real pelo povo brasileiro. Ao contrário, Trump sempre tratou o Brasil como peça de barganha em seus jogos de interesse, como quem manipula um peão descartável num tabuleiro geopolítico. Apoiar sua atuação em relação ao nosso país é declarar, sem pudor, que não se tem o menor respeito pelo próprio povo.

Essa submissão cega tem endereço certo: a família Bolsonaro. Desde que ascendeu ao poder, esse clã político mergulhou o Brasil em uma espiral de crise econômica, institucional e social. O legado é de destruição: desmonte das políticas públicas, isolamento internacional, ataques constantes à democracia e uma condução criminosa da pandemia que custou centenas de milhares de vidas. Na economia, a irresponsabilidade e o populismo barato corroeram empregos, reduziram renda e aumentaram a fome. É um histórico de tragédia que ainda pesa sobre os ombros da população.

Mas o bolsonarismo não se limita ao núcleo familiar. Ele também se espalha pelos governadores que se alinham a essa agenda de pequenez política. Tarcísio de Freitas em São Paulo, Ratinho Júnior no Paraná, Jorginho Mello em Santa Catarina, Ronaldo Caiado em Goiás e Eduardo Riedel em Mato Grosso do Sul parecem dispostos a apequenar seus estados em troca de palmas do bolsonarismo e migalhas de prestígio com setores reacionários. A atuação deles não é apenas um desserviço: é uma humilhação pública que coloca seus estados numa posição histórica menor, como se fossem meros subúrbios políticos de um projeto fracassado.

O Brasil precisa de lideranças que olhem para o futuro com coragem e dignidade, não de governadores ajoelhados nem de seguidores cegos de um ex-presidente estrangeiro que despreza o país. Defender Trump ou o bolsonarismo não é apenas um erro político – é uma demonstração de fraqueza moral e de ausência completa de compromisso com o povo brasileiro.

Severino Júnior, vice-presidente Regional da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas)

Publicar comentário