PF combate crimes de abuso sexual infantil em Pernambuco

ASCOM/PF

Operações em Recife e Timbaúba miram suspeitos de armazenar e vender material de violência sexual contra crianças e adolescentes

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (25), duas operações simultâneas em Pernambuco para reprimir crimes de abuso sexual infantil praticados pela internet. A ação, conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos (DeleCiber/PE), cumpre dois mandados de busca e apreensão nos municípios de Recife e Timbaúba.

As investigações, iniciadas em 2024, apuram o armazenamento, compartilhamento e a tentativa de comercialização de arquivos com cenas de violência sexual contra crianças e adolescentes. Computadores, notebooks, celulares e outros dispositivos de armazenamento foram recolhidos para análise pericial.

Segundo a PF, os investigados poderão responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente, com penas que, somadas, podem chegar a 18 anos de prisão. O material apreendido passará por exames para identificar evidências e possíveis conexões com redes de exploração sexual infantil.

A corporação reforça que, embora a legislação brasileira use o termo “pornografia infantil”, a expressão adequada é “abuso sexual de crianças e adolescentes”, que evidencia a gravidade da violência e o impacto sobre as vítimas.

Divulgação/PF

Dicas de segurança para proteger crianças de abusadores online

Conscientização em família: dialogue diariamente com os filhos, incentive a confiança e faça perguntas sobre o dia a dia e contatos nas redes.

Limite de idade e tempo de tela: siga as recomendações de pediatras e da OMS: nada de telas antes dos 2 anos; controle progressivo até a adolescência; redes sociais apenas a partir de 13 anos (WhatsApp, 16).

Supervisão digital: conheça o básico de internet e redes sociais para orientar, defina horários e proponha atividades offline.

Orientação preventiva: ensine a não divulgar dados pessoais, fotos da casa ou da escola e a não aceitar estranhos online.

Atenção a sinais de alerta: mudanças de comportamento, isolamento, queda no rendimento escolar e choro excessivo podem indicar abuso ou assédio.

Giovanne Santoro – Chefe de Comunicação da PF

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