Operação Pepperoni mira grupo que usava pizzaria para lavar dinheiro do tráfico

ASCOM/PF

Mandados são cumpridos em quatro cidades contra organização envolvida em tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada.

A Polícia Federal em Pernambuco deflagrou, nesta segunda-feira (16), a Operação Pepperoni, um duro golpe contra uma organização criminosa especializada no tráfico interestadual de drogas e na lavagem de dinheiro. O grupo, segundo as investigações, tinha um cardápio bem mais perigoso do que o de uma pizzaria comum: entorpecentes, empresas de fachada e milhões em movimentações ilícitas.

As investigações começaram em 2024 e revelaram que um dos principais investigados comandava a quadrilha com estrutura empresarial, envolvendo operadores logísticos e financeiros, responsáveis pelo armazenamento, transporte de drogas e movimentação de recursos ilegais.

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O diferencial? O principal investigado usava um empreendimento comercial — nada menos que uma pizzaria — como fachada para disfarçar o dinheiro sujo. A escolha do nome da operação, “Pepperoni”, não poderia ser mais apropriada (e irônica), fazendo referência ao negócio usado para justificar rendimentos de origem criminosa.

Ao todo, estão sendo cumpridos 18 mandados de busca e apreensão e 13 mandados de prisão preventiva nas cidades de São Paulo (SP), Salgueiro (PE), Barbalha (CE) e Jardim (CE). A ação tem como objetivo principal desarticular o esquema, interromper as atividades ilícitas e prender os principais membros do grupo.

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Segundo a Polícia Federal, os alvos ocupavam funções estratégicas na organização: enquanto uns cuidavam da logística e transporte da droga, outros eram responsáveis por lavar o dinheiro, utilizando empresas de fachada que tentavam dar aparência legal aos lucros milionários do crime.

A operação desta segunda-feira representa mais um passo no combate ao narcotráfico e à corrupção que o acompanha — e mostra que, no Brasil, até pizzaria pode esconder um império do crime.

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