Sintepe se manifesta sobre morte de adolescente em Belém do São Francisco
Divulgação
Sindicato cobra políticas públicas urgentes de proteção à infância, juventude e comunidade escolar em Pernambuco
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) manifestou profunda dor, indignação e revolta diante da morte brutal de uma adolescente dentro de uma Escola Municipal em Belém do São Francisco, no sertão do estado. Para a entidade, a tragédia evidencia o abandono das escolas e a ausência de políticas públicas efetivas de proteção à infância e juventude.
Em nota, o Sintepe destacou que a escola tem sido obrigada a enfrentar sozinha as diversas formas de violência que crescem de forma alarmante na sociedade. Professores e profissionais da educação, segundo o sindicato, assumem funções que deveriam ser compartilhadas com famílias, governos e redes de proteção, mas não encontram respaldo adequado para prevenir situações graves como a que resultou na morte da estudante.
A entidade também denunciou a falta de regulamentação das plataformas digitais, que expõem crianças e adolescentes a conteúdos de ódio, agressões, automutilação e até crimes, sem fiscalização ou responsabilização. Além disso, criticou a ausência de psicólogos, assistentes sociais e profissionais concursados em número suficiente para apoiar a vida escolar.
“O ocorrido não fere apenas uma família, mas toda a comunidade escolar e a sociedade que clama por justiça, segurança e respeito à vida”, declarou o Sintepe, reforçando solidariedade à família da vítima e à escola onde a tragédia aconteceu.
O sindicato conclui afirmando que não aceitará o silêncio diante da violência e cobra uma atuação urgente dos governos em conjunto com famílias e sociedade, para garantir que as escolas voltem a ser espaços de paz, proteção e acolhimento.
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